O trabalho de marcação de indução não é um sistema de marcação, mas sim uma atividade prática para ajustes de marcação e demais variáveis.

Consiste na formação de quatro bases de marcação em formato ípsilon (Y), onde as duas primeiras bases são as bases formadas em linha frontal e as bases de trás são laterais. Desta maneira se distribuem na quadra com objetivo de induzir o ataque adversário para um dos dois lados da quadra e promover as abordagens.

A partir da saída das duas bases frontais todo sistema é "desmontado" e passa a pressionar o sistema de ataque de forma individual, acelerando assim o processo de movimentação provocando (objetivo) o erro e possibilitando a construção dos desenhos de contra-ataque.

A atividade promove ajustes da marcação, rotações defensivas e coberturas, assim como, oportunizarão as formações de contra-ataques 4x3, 4x2, 3x2, 3x1, 2x1, 2 x Goleiro, Contra Diretos (1 x Goleiro) e Ataques em velocidade 4x4 valendo-se da desorganização defensiva do adversário.

Percebemos que a atividade contempla um volume de opções importantes, sua dinâmica e correção dependerão do foco principal da sessão de treinamento em questão.

A atividade não é blindada e por esta razão poderá ser modificada, adaptada ou melhorada conforme as necessidades e característica de cada profissional.

Está é mais uma atividade a disposição do Futsal Mundial.

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Marquinhos Xavier - Treinador de Futsal
 
 
O Futsal, sendo uma disciplina muito jovem, se abre a múltiplas visões e sobretudo grandes desejos de descoberta e aperfeiçoamento.

É muito fácil, então, na última fase da melhoria conseguida, chegar a uma crença de que vê o automatizar os movimentos dos atores na quadra, o caminho certo para a perfeição.

Para entrar nos detalhes, um deslocamento de jogadores mecanizado, um movimento quase repetitivo, facilitaria o jogo ofensivo de uma equipe, trazendo vantagem na posse de bola e na conclusão em direção ao gol adversário.

Em contraste, muitos realmente acreditam absolutamente na necessidade de fornecer aos jogadores ferramentas importantes, particularmente a nível físico, exclusivamente para garantir a eles a oportunidade de libertar a criatividade e a eficiência técnica, e atingir metas e objetivos comuns.

Pessoalmente, aprendendo e tirando de toda a parte, estou convencido do que o jogador de futsal deve ser "livre" e bem treinado, enquadrado em um sistema de jogo, mas que não deve obedecer os movimentos pré-ordenados e repetitivos, apoiado por uma funcional condição fisica, livre de qualquer impedimento psicológico e motivacional.

No detalhes do jogo de ataque, o jogador de futsal "livre", deve ser capaz de se encontrar no sistema de jogo na base, e dentro disso, aplicar os princípios treinados, as soluções causadas e estimuladas, adicionar - forte de um instrumento físico adequado – a sua capacidade de afetar o desenvolvimento do jogo.


O jogador de futsal, portanto, será capaz de jogar por exemplo em um quatro-em-linha, utilizando os princípios e movimentos de ataque organizado que pertencem a sistemas de jogo diferentes: paralela, diagonal, câmbio ala-pivô, aproximação, tabela, cruzando, isolamento, pick and roll, toca e muda, stagger, fade away, corte flash, corte curl; apoiado pela excelente condição física, na busca necessária do espaço para ser decisivo.

Para ganhar o status de "livre", o jogador de futsal deve ter uma sólida formação técnica e tática, com um conhecimento diversificado do jogo, deve ser bem treinado, deve ser psicologicamente livre e com uma alta e crescente auto-estima.

O treinador de Futsal, portanto, a meu ver, irá fornecer o protagonista principal, as ferramentas de que precisa para garantir que ele esteja livre na execuçao e coloque em prática o que foi provocado, estimulado e treinado.

De primordial importância não é automatizar um movimento ofensivo, ou uma transição, mas fornecer os princípios a serem aplicados em todas as situações do jogo, em vez de combinar posicionamentos corretos ou manobras eficientes para conduzir uma transição ofensiva: será o jogador a escolher, em cada situação, "livre" e sobretudo bem treinado.

Estou falando de um jogo de inteligência tática e de atitudes, que tenha então, uma tática de base, individual e coletiva, em que evidenciar a propia inteligência, e uma técnica individual e uma condição física excelente para desenvolver as propias habilidades.

Em outras palavras, se a tática é, por definição, o conjunto de ações, escolhas, comportamentos para alcançar um objetivo, a inteligência, a capacidade humana de criar relaçoes, e se as atitudes sao tanto a disposiçao e a inclinação natural para uma atividade física ou mental, que os comportamentos e posições do corpo, o jogador de futsal vai se movimentar na quadra, dentro de um sistema de jogo, executando os princípios do jogo de ataque - se posicionar corretamente, sair da visão periférica do adversário , se deslocar sem a bola, saber abrir e ocupar um espaço, se desmarcar em um espaço livre ou em um ocupado, liberar um companheiro ou um espaço ou a bola - em um modo adequado e inteligente - criando uma relação entre companheiros, entre a bola e os seus companheiros, entre adversários e companheiros de equipe, incluindo bola e adversários, entre todos os atores e os gols, entre eventos, entre os protagonistas, as coisas e os eventos - desenvolvendo suas habilidades substenido para uma grande condição física e capacidades técnicas e...

...tudo isso começando, realizando e concluindo a ação livremente.

Massimiliano Bellarte 
(http://www.bellartefutsal.com)
 
 
Uma partida muito importante, da sua vida está para começar. Sua equipe treinou muito para este momento. Você estudou tudo sobre o adversário, terminou a preleção para este, que é um jogo decisivo, que lhe dará a passagem até a vaga, no momento mais importante da competição.

Todos os que estão em volta lhe observam, comentam suas decisões, sobre o que deveria ser feito acerca da preparação e escalação da equipe. Sua torcida e diretores estão ansiosos por este dia, e pelo resultado do jogo. Sua mãe, esposa,filho e amigos rezam e torcem incondicionalmente por você, e o grande dia chegou e a hora da partida também .

Sua equipe já está aquecendo na quadra, a arquibancada do ginásio de esportes está lotada. Todos lhe observam enigmáticos, como se quisessem lhe dizer ou mudar algo na equipe, antes do grande momento. Eles acham, pelos olhares lançados, você inseguro demais ou calmo demais ou nervoso demais ou calado demais ou, enfim , se perguntam , embora sem emitir uma só palavra , se você é a pessoa exatamente certa no lugar certo , se você vai dar conta do recado

Você no banco, e ao seu lado os companheiros de sempre, o médico, o massagista, o supervisor ultimando os detalhes da súmula, o auxiliar técnico e o preparador físico voltando de dentro das quatro linhas,após encerrar o aquecimento da equipe . A arbitragem se coloca, a mesa zera o cronômetro e a partida vai começar e você, o Treinador,como se pudesse parar o relógio do tempo diz: STOP!!!! Parem tudo!!!!

Todos no ginásio param e lhe observam. Você pergunta a cada uma das pessoas, no ginásio, desde seus companheiros e diretor até o último torcedor, inclusive seus atletas : Quem quer sentar no meu lugar,aqui no banco ????? . Esta pessoa sentaria no seu lugar - sim, no seu lugar!!! - , com plenos poderes para mudar tudo, antes e durante a partida. Você treinador, iria para a arquibancada. Assistiria de lá como torcedor, diretor, jornalista, curioso, sem nenhum compromisso, só o de se divertir, xingar, criticar e berrar .

Aí, eu lhe pergunto: Sabe quantos sentariam no seu lugar???? NINGUÉM!!!!!

Porque ninguém é valente suficientemente para trocar de lugar com você, naquele momento.

Moral da história: Seja você mesmo, com suas valentias, seus temores, dúvidas e virtudes . Prove para todo mundo que suas ideias, na preparação do jogo eram as mais adequadas, por que você e sua comissão técnica é que estavam ali no dia-a-dia, com a equipe. Erre e acerte com sua vontade e sua determinação, aprendendo cada lição que os jogos lhe ensinam. Porque naquele momento, que o jogo está para começar e durante a própria partida, é solidão quase total e as pessoas em volta só vão saber algum tempo depois o que você já sabia. Só conseguirão reagir a ação que você já tomou segundos antes.


Fernando Ferretti
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Prof. Fernando Ferretti
Site do Prof. Fernando Ferretti: http://www.ferrettifutsal.com/
 
 
Um excelente artigo, para quem confunde Liderança com Autoritarismo.
Se quer/pretende ser um líder ou melhorar as suas capacidades de liderança, deve ter em conta o seguinte:

1. SER MOTIVADO

Nenhum líder saberá conquistar e motivar uma equipa se ele próprio não for uma pessoa motivada. Um bom líder precisa ser uma pessoa motivada e enérgica, ser empreendedor e ter muita sede de conhecimento. Existem muitas formas de se auto-motivar, entre elas tem o seu objetivo, ou mesmo a motivação do grupo de trabalho. Aproveite a energia que transmitem uns aos outros ao trabalhar em equipa e transforme-a em motivação.
2. TER OBJETIVOS

Ter objetivos e o desejo de os concretizar sem nunca cruzar os braços, será o motor de qualquer pessoa que queira ser líder. Mantenha sempre em mente os seus objetivos e faça deles a sua motivação diária, transmitindo a toda a equipa essa necessidade de atingir a sua meta. A objetividade é também importante para manter a equipe focada no essencial.
3. SABER FALAR

Um líder precisa saber falar. Mais do que saber o que dizer, precisa saber como dizer. Cabe ao líder saber motivar toda a equipa. A forma como você transmite o que deseja e pensa e o tom com que o faz, farão a diferença na interpretação das suas palavras por parte dos seus colegas de equipe. Se souber falar, motivar e convencer os seus colegas terá com certeza grandes aliados.
4. SABER OUVIR

Para ser um bom líder, além de saber falar precisa saber ouvir. Ouvir, respeitar e analisar as opiniões de todos os membros de equipe será uma mais-valia não só para a equipe em geral como para o líder. Quando se trabalha em equipe, existe sempre a grande oportunidade de todos os membros aprenderem uns com os outros, inclusive o chefe de equipe. Saber ouvir os colegas fará de si um líder com mais conhecimento, mais respeitado e melhorará o ambiente de todo o grupo de trabalho.
5. SER ORGANIZADO

Ter método de trabalho é importante para qualquer profissional, mas para quem lidera uma equipa a organização é ainda mais importante. Tem que ter em conta que nem toda a equipa pensa e age da mesma forma, e nem todos serão metódicos e organizados, cabe ao líder manter a organização para que possa em qualquer momento responder a qualquer solicitação ou pergunta que lhe seja feita.
6. SER HUMILDE

A humildade é uma qualidade única e que fazem de qualquer líder uma peça importante no seu grupo. Como já referi, trabalhar em grupo permite aprender muito com cada membro da equipa. A partilha de conhecimento é uma constante, e só aprenderá com isso o líder que for humilde, pois até o líder se deve permitir aprender. Enaltecer as capacidades dos membros da equipe e da sua prestação no trabalho, será importante para todos e mostrará que sabe reconhecer o mérito dos outros.
7. SER ESFORÇADO

Liderar obriga a muito empenho e esforço. Ao contrário do que muitos pensam, quem mais trabalha numa equipa é o seu líder. O esforço dele terá que ser real e transmitido a todos por forma a que os objetivos sejam concretizados. Cabe ao líder saber lidar com as frustrações não só dele, mas de todos os colegas e ser uma pessoa esforçada ajuda-o a superar obstáculos.
8. SER RESPEITADO

Se você quer ser o líder perfeito, você tem que ganhar o respeito de toda a sua equipa. E se quer ser respeitado terá que se dar ao respeito e, claro, respeitar. Respeitar todos os seus colegas, em qualquer circunstância, tanto profissional como pessoal, farão de si uma pessoa respeitada. A sua integridade conquistará o respeito dos seus colegas. Um líder respeitado ganha a confiança do grupo, clientes, chefias e demais membros de qualquer projeto profissional.
9. TER AUTORIDADE

Um líder tem que ter autoridade. Obviamente, não a autoridade de mandar executar por si só, mas a autoridade suficiente para conseguir manter o equilíbrio no grupo e para que a sua palavra seja sempre respeitada e seguida por todos. Será um melhor líder se tiver uma boa equipe, mas cabe a si desenvolvê-la.
10. ASSUMIR RESPONSABILIDADES

O líder é a pessoa que tem maior reconhecimento numa equipa quando tudo corre bem, mas também deverá ser ele a assumir os erros e as falhas que existirem. A responsabilidade é sua. Ser líder não é apenas organizar, mandar e gerir, é também responsabilizar-se por toda a equipa. Todas as responsabilidades serão suas e tem que ter capacidade para assumi-las, tanto sejam por proveitos como por falhas e fracassos.
Sempre que a sua liderança der proveitos, não se esqueça que eles só foram possíveis com o esforço de toda a equipa e nunca se esqueça de agradecer o empenho de cada um. A gratidão é uma qualidade que deve desenvolver e aplicar na liderança pois, além de espelhar a realidade, motiva os seus colegas e dará novo fôlego para mais trabalho e produtividade.
 
 
Achei por bem colocar este tema em debate por variadas razões, mas aquela que mais me motivou, foi o recente acontecimento que se abateu na minha equipa, (falecimento repentino de um atleta).

A aplicação da psicologia no treino de Futsal tem sido, nestes últimos anos, muito importante. Acho que mais importante para nós, enquanto treinadores, do que para os jogadores, se bem que estes possam sempre beneficiar  do nosso conhecimento e avaliação dos mais variados fatores da conduta humana. Como reagir e lidar com os mais diversos comportamentos psicológicos numa situação de falecimento? Alguém tem um manual? Pois eu digo-vos que foi uma das tarefas mais complicadas da minha curta carreira de treinador.

Eu tenho por hábito, no inicio de cada época desportiva, criar um dossier do atleta, onde contempla variada informação. A criação do dossier tem em vista conhecer a relação do atleta com o clube, se teve ou não formação da modalidade e também académica, a sua vida pessoal. Realizo uma entrevista pessoal, embora sempre num contexto informal, e depois uma pequena reunião de grupo, onde tento avaliar a relação entre os atletas e a diferentes maneiras de reagir aos temas, esta reunião é feita sem eles saberem qual o verdadeiro objetivo.

Dentro dessa base que criei, onde vou sempre acrescentando alguns pontos que acho pertinentes, existe um que acho muito importante: a coesão de equipa. E foi aí mesmo que me sustentei para lidar com a situação vivida. Sem rodeios, nem tentando fugir ao tema, fui encontrando argumentos para levantar o moral. É verdade que todos chorámos, todos sentimos muito aquela dor, mas também é verdade que todos nos unimos em torno do que era realmente fundamental, honrarmos a memória dum amigo.

Os treinos dessa semana foram baseados em exercícios de grupo, onde todos dependiam uns dos outros. O objetivo final só podia ser alcançado mediante a intervenção de todos os elementos do grupo, sem esquecer, como é lógico, o jogo seguinte.Existem fatores que nos alertam para os diferentes rendimentos dos atletas, e nesse aspeto eu considero que ao estarmos munidos de avaliação psicológica vai facilitar a nossa intervenção.

Normalmente o que era realizado para trabalhar a coesão e espírito de grupo era os jantares, reuniões, ver espetáculos ao vivo, etc. Mas penso que o que se pretende nesta modalidade é a coesão na realização das tarefas, logo é dentro dessas tarefas que teremos de atuar, ou seja todos têm de trabalhar em prol do coletivo. Existem variados exercícios para trabalhar essa tarefa coletiva, o mais usual será no início do treino o passe e receção entre todos, num espaço limitado utilizando variadas formas de passe e mais para o final do exercício limitando os toques na bola. Mas também poderemos e devemos transformar esse exercício aplicado ao nosso modelo de jogo, seja ele defensivo ou ofensivo. Estes exercícios, não só servem para trabalhar a coesão de grupo, como também melhorar a parte técnica e decisória  dos jogadores, principalmente na nossa realidade.


Relembro que estou a falar duma realidade em que todos são atletas amadores e têm uma ocupação (trabalho ou estudo) diária, em que os diferentes fatores psicológicos são postos em causa.

Por isso mesmo quando "exigimos" dos nossos atletas a concentração, intensidade e o "dar o máximo", não nos podemos alhear do tudo o que eles já passaram nesse mesmo dia de treino. Temos de os saber motivar, quer a nivel dos exercícios de treino, quer através da nossa conduta como responsáveis do grupo.


Posto isto, para mim é fundamental e precioso a psicologia no treino de Futsal
Bem hajam.
Gabi Fernandes
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A psicologia no treino - Futsal
 
 
Este estudo teve como referência uma equipa de futsal masculino da divisão nacional A de Espanha, com um microciclo de 7 a 8 unidades de treino, (junto microciclo)

São cada vez mais os meios de controlo de trabalho dos treinadores e preparadores físicos.
O nível muito equilibrado de jogadores em termos técnico / tácticos, o aspecto físico, torna-se parte ainda mais relevante no pormenor da vitória ou pela disputa da mesma.
Penso que o aspecto físico é determinante, um jogador bom tecnicamente e Tacticamente, se estiver bem fisicamente poderá ser muito bom ou excelente.

Realizamos um trabalho que poderá ajudar ainda mais a entender o que realmente se passa num jogo de Futsal.

Comentários de alguns dos treinadores da liga de Honor de Espanha e Itália, a questão: Pode um jogador superar uma, mal preparação física, por um conceito táctico bom?

José Venâncio (antigo Treinador de Lobelle de Santiago)

“Sim, porque este jogo e táctico, se o jogador souber pensar o aspecto físico o que faz e ajudar e executar a parte técnica, esta claro que se não esta bem fisicamente e esta bem tacticamente pode ser uma ajuda valida, isso não quer dizer que te tenhas que conformar com isso, o jogador tem que estar nas melhores condições físicas, tácticas e psicológicas.”


Duda (Treinador de Pozo Mucia)

“Sim, em determinados momentos, mas ao longo da carreira não, um jogador mal fisicamente pode render se esta concentrado.”


Jesus Velasco (Treinador de Luparense Itália)

“Sem duvida, sim. O futsal esta sobretudo um desporto de colocação e de antecipação táctica as situações de jogo planeadas.”


Paulo César “PC” (Seleccionador Brasileiro)

“Hoje não, a condição física e fundamental, porque seu potencial individual reside num bom aspecto técnico e táctico. A preparação física está muito unida a táctica para que o jogador possa sempre fazer o melhor jogo.”


Imanol Arregui (treinador MRA Xota)

“Se esta mal fisicamente dificilmente poderá aplicar a táctica, embora exista jogadores muito espertos que podem esconder carências físicas com inteligência, mas tem que existir uma combinação, físico técnico e táctico mas principalmente bom nível psicológico.”


Dados do trabalho

Este trabalho teve aplicação da última tecnologia ao serviço do desporto, pois realizamos um jogo de futsal com duas equipas de quatro jogadores de linha e dois guarda-redes.

A duração do trabalho foi dividida em 4 partes de 10 minutos, com recuperações de 4 minutos entre elas.

Material utilizado

- GPSport SPI Elite; (anexo informação do sistema).

- Bolas de futsal;

- Recinto ao ar livre 40x20;

Dados dos jogadores

Quadro 1.
Organização do jogo

Quadro 2.



Dados estatísticos

Quadro 3.



Resultados do estudo


Conclusões
Uma das principais conclusões deste trabalho é o facto de independentemente do tipo de jogo realizado em termos tácticos eles apresentam índices de máxima velocidade semelhante entre os 21Km e os 23.7Km, quer isto dizer que num sistema de (4:0) ou de (3:1) os aspectos de alta intensidade são os mesmos, o que varia um pouco os aspectos de frequência com que são executados.

Pois em (3:1) a frequência cardíaca variou entre 176.9% e 178.9% Max. Enquanto num sistema de (4:0) alcançou 182.4% e 182.8% Max. Também é verdade que num sistema de (4:0) o atleta tem um maior desgaste físico, não muito significativo visto que percorre entre (20 a 50 metros) mais que num sistema em (3:1). No fundo este estudo vem fortalecer alguns dos testes já  apresentados onde se fala de uma capacidade mista (anaeróbia e aeróbia
(gráfico 1) visto que os aspectos de alta intensidade/sprint têm um total de 171.4 metros enquanto a distancia das acções de trote/corrida é de 776 metros, é fácil entender pois as acções de alta intensidade/sprint são de menor distancia e de maior intensidade. Daí a variação da frequência cardíaca entre 145% e 184,9% Max(média dos 4 tempos). Atenção que as acções principais do jogo realizam-se em alta intensidade/sprint independentemente do aspecto táctico.
As acções físicas trote/corrida estão mais relacionadas com momentos de pausa do jogo (foras, cantos, livres e tácticos por exemplo quando pedi a equipa para defender em ½ campo esse tempo de espera enquanto a equipa adversária não chega a essa zona). 
Conseguimos também concluir que se realiza uma média de 104 metros por minuto por atleta, em que efectua uma média de 8 a 9 acelerações por minuto, dado muito relevante que reforça a conclusão anteriormente apresentada.
(gráfico 2). O volume de trabalho situa-se numa média de 5300 metros por atleta.
Fizemos também uma prova no que diz respeito a ingerência líquidos, uma das equipas com água e outra com bebidas isotónicas existe alguma diferença, verifica-se uma melhor recuperação por parte dos atletas com bebida isotonica, embora o gosto do atleta poderá fazer com que esse aspecto seja menos relevante.

Porém aconselho água antes e bebidas isotónocas depois do esforço.

Mas se isto for um problema ao nível de custo, aconselho água por vários motivos, um deles por ser mais saudável e ser muito importante repor água ao organismo.


Espero poder ajudar com mais esta investigação, pois para mim tem sido muito importante saber que tipo de jogo posso utilizar com os jogadores que disponho, quer em termos tácticos e técnicos. Disponho de um total conhecimento físico e psicológico com o qual posso especificar o meu treino. 


Agradecimentos 

Gostaria de agradecer aos colegas e amigos treinadores que deram a sua opinião, ao colega de investigação Prof. José Barbero pela disponibilidade e prontidão que tem demonstrado, um verdadeiro estudioso nestas questões físicas com o qual tenho o privilégio de cooperar; ao clube Melilla F.S. pela organização e a todos os atletas que participaram neste iniciativa.
A todos muito obrigado


Roger Augusto - Treinador de Futsal
 
 
Quando da formação de uma equipe de Futsal, devemos analisar os recursos existentes para o desenvolvimento do trabalho. Estabelecer um organograma que desenvolva as partes financeira, administrativa, técnica, física e material.


"Trabalhar sempre em harmonia com sua realidade"


O objectivo do Patrocinador deverá estar ligado directa e proporcionalmente à sua realidade técnica, para não quebrar no meio da temporada.

Os Planeamentos técnico e específico deverão sempre utilizar os recursos disponíveis e, em cima disso, montar sua estratégia analisando o potencial da sua equipe.

"Avaliar e Reavaliar sempre", junto com a Comissão Técnica, Directoria e o Patrocinador, o que foi estabelecido bem como se as etapas do planejamento foram alcançadas ou não, verificando as falhas e corrigindo-as.

O Planeamento deverá ter uma preparação anual de treino, distribuindo as actividades de acordo com as competições. Nesta parte, a Comissão técnica deverá detalhar a aplicação de Macrociclos, Mesociclos e Microciclos de treino.

Esta preparação deverá sempre ser analisada durante o ano, comparando entre o treino planejado e o que foi efectivamente executado.

Ao planearmos a formação de uma equipe de futsal, trazendo atletas para comporem a equipe, devemos ter o cuidado de que os mesmos se encaixem no plano táctico no qual pretendemos trabalhar.
Devemos levar em conta as características individuais de cada atleta, a função táctica a ser realizada por ele dentro da equipe, para assim analisarmos sua adaptação no sistema de trabalho a ser empregado.
Devemos, também, observar algumas características importantes nos aspectos técnico e táctico do grupo a ser formado, para assim, termos opções de mudanças e variações tácticas necessárias durante um jogo:
Goleiro\Guarda-redes:
            
O goleiro, em primeiro lugar, deverá saber trabalhar bem debaixo dos três paus, "defender bem", ter o domínio do seu espaço, agilidade, reflexo e voz de comando sobre a equipe. Deverá também saber trabalhar a bola com os pés (principalmente passe e chute). Caso não saiba trabalhar com os pés, deveremos ter, pelo menos, mais um goleiro que tenha um bom passe ou que conclua bem no gol adversário. Na falta, devemos optar pelo goleiro-linha. Daí a importância dos goleiros executarem os exercícios de fundamentos com o resto da equipe.
O tamanho da quadra de jogo também deve ser levado em consideração, para assim podermos optar pelo goleiro a ser utilizado durante a partida.

Fixo ou Beque:

· Beques que conseguem marcar pivôs de referência (cravado)
· Beques que tenham mobilidade em quadra e possuam passe de qualidade
· Beques com bom sentido de cobertura, desarme e recuperação.

Alas:

· Alas de movimentação e marcação de retorno
· Alas com boa conclusão ao gol
· Alas de marcação com bom sentido de recuperação e cobertura

Comportamento colectivo dos Alas: Retardamento do contra ataque; marcação de retorno; voltar por dentro; observar a linha da bola; ter equilíbrio; marcação activa; congestionar o pivô; ângulo de passe; ala oposto.

Principais características dos Alas: velocidade, rapidez, habilidade, agilidade, passe, raciocínio rápido e se trabalharmos com seis alas, dois deverão ser preferencialmente canhotos.

Pivôs:

· Pivô de referência
· Pivô de movimentação

Principais características do Pivô: bom domínio; ser rápido, criativo, ágil, hábil, saber girar dos dois lados e trabalhar bola de tempo, passe e condução da bola.

Dentre os atletas disponíveis, procurar contratar aqueles que possuam o máximo de características desejáveis, é um desafio a ser ultrapassado. Feito isso, poderemos partir realmente para o plano táctico da equipe.

Primeiramente, começaremos definindo o nosso sistema de jogo, ou seja, como posicionarmos nossos atletas em quadra (2:2, 1:2:1, 3:1, 1:3, 1:2:2, 4:0) - cada técnico com suas variações.
Posteriormente, deveremos definir manobras ou jogadas a serem realizadas dentro do sistema de jogo. Estas manobras ou jogadas podem ser divididas da seguinte maneira:

· Manobras ou jogadas ensaiadas de quadra (com pivô de referência ou infiltrações nas defesas adversárias)
· Arremesso de meta
· Arremesso lateral
· Arremesso de canto
· Saída de centro
· Faltas
· Contra ataque
· Com goleiro linha
· Com equipe com atleta expulso

Quanto à montagem do plano táctico defensivo, deveremos analisar a equipe adversária através de fitas de vídeo ou assistindo a jogos dessa equipe.
Após esta análise, posicionaremos nossa defesa de modo que dificulte ao máximo a movimentação da equipe adversária, realizando as variáveis que melhor se encaixem contra o adversário, que pode ser:

Marcação Pressão:
Tirar o espaço do adversário na quadra toda, especialmente o homem de posse da bola

Marcação Meia Quadra:
Procurar reduzir a área de acção do adversário e reduzir o espaço a ser percorrido pela defesa.
Apesar de estar marcando meia quadra, não devemos deixar de pressionar o homem de posse da bola quando se aproximar do espaço determinado a ser marcado.

Marcação Mista:
Variar a marcação e os locais onde será realizada, procurando definir o atleta adversário a ser marcado mais próximo.
Uma equipe que realiza uma marcação forte, que recupera a posse da bola e, a partir daí, possui um contra ataque organizado e rápido, estará em melhores condições de ganhar o jogo.

As estratégias a serem desenvolvidas na equipe:
Ouve-se muito, na linguagem do futsal, que o grupo está unido, fechado, que o técnico tem o grupo na mão, etc.
Quando se ganha, todos foram amigos e solidários dentro e fora da quadra e essa aliança foi fundamental para a conquista.
Quando se perde, aparecem as várias brigas, desuniões, guerra de vaidades, intrigas que foram determinantes para a derrota.
Em toda a equipe, por mais homogénea que seja, sempre acontecerão divergências. Sentimentos de orgulho, vaidade e inveja são comuns a todo ser humano.
O mais importante no grupo é que todos tenham consciência de que juntos farão muito melhor do que individualmente e que a vitória beneficiará a cada um de seus membros.



"A responsabilidade do treinador é total e depende de sua própria preparação incutindo o espírito de equipe em seus jogadores"


A tendência de um atleta normal é relaxar quando consegue uma vitória. O campeão não, ele sabe que depois virão outras partidas e mais conquistas.
A diferença entre o vencedor e o campeão é que o campeão tem um objectivo: "o importante não é somente uma vitória, o importante é o campeonato".

Prof. Rubens Fernandez - Treinador de Futsal
 
 
Adicionamos hoje um artigo do Treinador Marquinhos Xavier, actualmente treina a equipa Copagril/Marechal Rondon (Brasil). Foi considerado o melhor Treinador da Liga Futsal em 2010, quando a sua equipa foi vice-campeã. 

Imprevisibilidade e Incerteza
Ambiente incerto, e com elevado grau de exigência Motora e Mental.

O Futsal possui elevado grau de dificuldade, complexo pela sua dinâmica e exigente do ponto de vista motor e mental.
Desenvolve-se com mudanças frequentes no resultado, pela exigência dos resultados precisamos nos aproximar deste ambiente de jogo e a única maneira de promover isso é através do desenvolvimento das metodologias de treino.
É no ambiente diário (treinamento) que poderemos desenvolver a capacidade de se ajustar e se adaptar as mudanças.
Preparar nossos atletas para um jogo que é imprevisível muitas vezes. Somos os verdadeiros responsáveis por estas mudanças e adaptações.

Os processos de desenvolvimento da análise e das evoluções desta metodologia são:

Quanto mais problemático (problemas táticos) o ambiente, mais flexível as mudanças será.
Quanto mais incerto o ambiente de jogo/treino mais segurança terá nas tomadas de decisões.
Quanto mais imprevisível o ambiente, mais adaptativo será.

Veja no vídeo abaixo um exemplo de jogo dinâmico com incerteza no resultado.
 
 
Atualmente, existem muitas profissões que levam o indivíduo ao sucesso, seja sucesso pelo desejo pessoal, seja sucesso pelo alcance profissional. Uma dessas profissões, ser treinador de Futsal, tanto pode levar ao sucesso pelo desejo pessoal como ao sucesso profissional, uma vez que o treinador pode alcançar imensos títulos, conquistas e formar uma carreira invejável como ganhar imenso dinheiro com os seus serviços como treinador.
Mas, para ganhar títulos e dinheiro, o treinador deve saber treinar, deve saber orientar e liderar, deve ter um conhecimento imenso acerca organização tática, ser capaz de prever dificuldades e ainda fazer face às mesmas. Ser treinador pode ser uma profissão de elevando prestígio, mas é também uma profissão de risco e responsabilidade muito elevados. Ficam alguns conselhos para quem quer ser treinador de sucesso.

Primeiro conselho: 
Desenvolva o seu conhecimento tático

Para fazer face às dificuldades encontradas no futsal, qualquer equipa precisa de orientação específica vinda do treinador principal. Por sua vez, este necessita ter conhecimento de futsal elevado e bem desenvolvido para fazer a correta leitura de jogo e ter as bases para tomar decisões fiáveis e com bom resultado. Imensos treinadores não têm o seu conhecimento tático tão bem desenvolvido como pensam ter e necessitam de adquirir mais conhecimento o mais rapidamente possível. Como mostra a figura, o conhecimento tático é a base de toda a estrutura orientadora:


Sem esse conhecimento, o Treinador pode orientar o treino, embora mal, não consegue distinguir quais as dificuldades que a equipa sente no jogo, não sabe que decisões tomar e dificilmente construirá uma equipa de sucesso. Por outras palavras, conhecimento tático é imprescindível.

Segundo conselho: 
Encontre um método de treino que satisfaça as suas necessidades laborais

Assim como as decisões de origem tática as mais importantes partem do treinador principal, a orientação do treino parte também do comandante do grupo. Quando o treinador procura uma forma de jogar para a sua equipa, isto é, tenta fazer a equipa jogar conforme o modelo de jogo que idealizou, necessitará também de um método de treino para que a equipa jogue como pretende. Cada modelo de jogo tem um método de treino que se relaciona apenas com esse método de treino. Cabe ao treinador reconhecer como encontrar o método de treino mais eficaz para construir a equipa que pretende, mas também continuar a procurar novos métodos de treino, pois a evolução tática está sempre a evoluir, e como já percebemos o treino evolui com a organização tática.


A capacidade de treinar é essencial a qualquer treinador, pois maus modelos de jogo, mas bem treinados são mais eficazes que bons modelos de jogo eficazes mas mal treinados

Terceiro conselho: 
Desenvolva personalidade

O ser humano é especialmente dotado em seguir os seus semelhantes, isto é, em se relacionar com pessoas com, os mesmos objetivos e mesmas crenças. Por um lado, é péssimo, porque muitas vezes ficamos agarrados a crenças que nunca nos levarão a lado nenhum, pelo simples medo de mudar. Por outro lado é ótimo, pois permite partilhar experiências e aprender mais e melhor com aqueles que pensam como nós, assim como ficamos mais motivados para os nossos projetos.

O treinador é o líder supremo do balneário e por isso será seguido pelo plantel inteiro, especialmente se grupo e treinador partilharem os mesmos objetivos. Quando se pretende construir um grupo vencedor, o treinador deve ter personalidade vencedora, pois de outra forma, o grupo não o seguirá e pode até tentar excluir o mesmo do grupo. Assim, isto quer dizer que um treinador não constrói apenas um grupo à sua imagem tática, assim como constrói um grupo à sua imagem mental, querendo isso dizer que o treinador principal deve ser um membro do grupo que serve como exemplo a seguir por todos os membros desse grupo.

Quarto conselho: 
Desenvolva a sua comunicação

Entre os quatro conselhos que aqui escrevo, este é sem dúvida o mais importante de todos eles, pois é através da comunicação que o treinador explica como pretende ver a equipa a jogar, orienta o treino para que a equipa jogue desse jeito e mostra ao plantel o quanto tem personalidade vencedora.


Através dos meios de comunicação, o treinador consegue passar a mensagem aos jogadores para fazer estes renderem conforme o que pretende. A comunicação é a ligação entre a mente do treinador e a mente dos atletas. .

Existem muitas características que diferem cada treinador de todos os outros treinadores. Estes quatro conselhos indicam as características mais importantes, porque funcionam de base para o sucesso do técnico de futsal. Desenvolvendo conhecimento tático, desenvolvendo capacidade de treinar, desenvolvendo capacidade de comunicar e demonstrar um forte desejo de vencer, as hipóteses de alcançar sucesso são definitivamente maiores.

 
 
Hoje, adicionamos este artigo com o objetivo de ajudar/apoiar todos aqueles jovens/iniciantes que têm o sonho de um dia virem a ser Treinadores.

Dica número 1: 
Escolha um bom professor

Aumentar a rede de contactos é muito importante, principalmente se os contactos são de qualidade, tem experiência e disponibilidade para ensinar. Aconselho a procurarem um tutor, e quando encontrarem um, para não o deixarem fugir. A probabilidade de encontrar um bom tutor com personalidade, ideias e filosofias diferentes da nossa é muito elevada. No entanto, sempre podemos extrair o melhor dos seus ensinamentos para adicionar à nossa forma de ver e pensar o Futsal, de tal jeito que um tutor que seja diferente de nós acaba por ser um tutor mais importante que um igual a nós.
Dica número 2: 
Divirtam-se a aprender

Por vezes, o caminho é longo e traiçoeiro, mas deve ser sempre sinónimo de caminho divertido e engraçado. Pelo menos é desta forma que aconselho a ver quando preparamos a nossa vida e os nossos objetivos. Pessoalmente, divirto-me imenso a escrever artigos, a conhecer os nossos leitores e a prender futebol. Esta é a minha forma de aprender, divertindo-me.
Dica número 3
Conversem com pessoas diferentes

Cada um de nós tem a nossa forma de pensar, ser e estar na vida, podendo às vezes estarmos errados. Conversando com imensas pessoas, principalmente com pessoas diferentes e mais experientes, o nosso ponto de vista vai mudar imenso, assim como encontramos novos paradigmas para o tipo de Futsal que idealizamos. Os nossos colegas de trabalho estão sempre em constante evolução. Então, porque não conversar com eles e aprender aquilo que eles aprenderam?
Dica número 4
Desenvolva a sua capacidade mental

Devemos compreender que ser treinador não é só vencer títulos ou liderar uma equipa nos treinos. Vai sempre haver momentos onde o treinador passa por momentos de frustração, onde é muito fácil ocorrer quebras de motivação. Qualquer treinador aprendiz ou aspirante a treinador deve estar consciente que pode ocorrer esses momentos que, sendo o treinador um líder de grupo, acaba por transmitir essa ideia ao grupo. Isso é muito perigoso e é melhor começar a treinar a capacidade mental imediatamente.
Dica número 5: 
Seja persistente e humilde

É muito complicado aceitar quando perdemos, pois ninguém gosta de perder na vida. Eu não gosto de falhar e tenho a certeza que vocês também não. Contudo, é necessário ser humilde o suficiente para aceitar cada derrota, assim como ser persistente para seguir em frente após cada derrota, sem nunca desistir. A pior coisa que podemos fazer no nosso caminho é parar ou abrandar a nossa marcha.
Dica número 6
Elimine os pensamentos negativos

Reserve alguns minutos do seu tempo para pensar e recorde os seus colegas, familiares e amigos. Aposto que muitos deles estão contra a sua ideia de ser treinador, seja porque não o querem ver afastado do pé deles, seja porque não percebem nada de futebol, seja porque não se querem sentir inferiores ou por outra razão qualquer. Não leve em conta essas críticas e concentre a sua mente nos seus objetivos.
Dica número 7: 
Desenvolva o seu modelo de jogo

Para os treinadores novatos, não há melhor exercício do que desenvolver um modelo de jogo. Sem medo de saber pouco, o importante é escrever as primeiras linhas do vosso modelo de jogo. Ao longo do tempo, até podem fazer desse modelo de jogo, um projeto para evoluir constantemente no Futsal.
Dica número 8: 
Trabalhe para si, não para os outros

Alguma vez ouviram falar na corrida de ratos? Existem biliões de pessoas presas a esta corrida cujo propósito na vida é agradar a outros e não a si mesmos. Isto quer dizer que o objetivo dessas pessoas é lutar para que outras pessoas gostem delas. Faça ao contrário e ofereça condições para as pessoas gostarem de si em vez de tentar agradar aos outros. e faça isso construindo bases na sua vida.
Dica número 9
Quando concluir um objetivo, arranje outro mais complicado

Na atualidade, o perigo de ficar parado é muito elevado. Quando deixamos de aprender e de atualizar o nosso conhecimento ou paramos de ultrapassar barreiras, alguém vai continuar o seu caminho e você será deixado para trás. Não permita que isso aconteça. Sempre que escolher um objetivo e alcançar esse objetivo, procure um novo desafio. Isso impedirá você de ficar parado no tempo, como o ajudará a continuar a crescer na vida e a aprender.
Dica número 10: 
Tenha iniciativa

Não basta querer ser treinador de Futsal, pois ninguém estará apto para ajudar quem não tem vontade para fazer seja o que for. É necessário querer ser treinador e fazer as coisas para querer ser treinador, como estudar organização tática, treino e psicologia. Querer ser treinador de Futsal, mostrar querer ser treinador de Futsal e tentar ser treinador de Futsal é a única forma que alguém nos tentar ajudar para que realmente um dia sejamos treinadores.

Este artigo foi retirado do site, http://www.teoriadofutebol.com e adaptado ao Treinador de Futsal.
Anotem, façam a vossa reflexão e coloquem em prática.